quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

carruagem politiqueira

Ultimamente têm-se revelado na política portuguesa algumas das novas figuras fruto da renovação geracional, que as estruturas partidárias vão promovendo. Todos sabemos como esta renovação se processa. O expoente máximo dessa renovação encontra-se hoje no auge. Pedro Passos Coelho e António José Seguro, célebres líderes das juventudes partidárias nos anos 80 e 90 são hoje os principais protagonistas da política portuguesa. Contudo, da geração destes à geração que actualmente está a emergir, vai uma distância enorme.

É verdade que as juventudes partidárias, verdadeiras universidades de acesso ao poder, continuam com os mesmos tiques, mas o despudor ideológico, ético e moral que tem feito caminho nos últimos tempos, é o berço destes novos protagonistas.

Não admiram portanto as insensatas declarações dos dois vice-presidentes dos grupos parlamentares de PS e PSD. Pedro Nuno Santos, grande animador dos jantares de Natal Socialistas, disse há uns dias num desses repastos, qualquer coisa como isto: "Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem".

Hoje foi a vez de Luís Menezes, Vice-presidente da bancada do PSD, vir criticar “a forma algo leviana como o Presidente da República se referiu a algumas medidas que este Governo estava a tomar”.

Com politiqueiros destes, não admira a falta de esperança no futuro. Vê-se pela aragem quem vai na carruagem.